Nice: um cenário romântico para uma declaração de amor

“Fomos visitar a última das três cidades que tínhamos para conhecer no sul da França e, enfim, estávamos a sós, passeando de mãos dadas, o que, para mim, significava que iria “rolar”. A imagem do sol descendo era muito bonito. Aquele cenário romântico era perfeito para fazer uma “declaração de amor”. No entanto, avistei uma lancha puxando um paraquedas ao longe. Lembrei-me de Miami, quando perdi a chance de desfrutar dessa experiência por ter chegado tarde demais e pensei: “Desta vez, nada irá me impedir!” Saí correndo, arrastando Raquel, que não entendeu nada.

Quando chegamos ao lugar onde estava o paraquedas, tive a impressão de que estavam guardando tudo, aí pensei: “De novo, não!” Pedi, insisti e implorei, explicando que não estaria lá no dia seguinte. Contei-lhes sobre minha outra experiência, parecida com esta. Apesar de um pouco contrariados, resolveram topar. Deram-me lições mínimas de como controlar o paraquedas na hora da descida, ao que não prestei a menor atenção.

Estava entusiasmadíssimo. Entreguei a Raquel minha bolsa, com tudo o que tinha de mais valioso, incluindo minha bolsinha que ficava debaixo da cueca com o passaporte e o dinheiro, porque haviam-me dito que o pouso deveria ser dentro d’água na altura da arrebentação das ondas. Expliquei, rapidamente, o funcionamento da máquina fotográfica e pedi que “detonasse” o máximo de fotos possível.

Preparei-me, tentando me posicionar de acordo com a orientação dada pelo instrutor, ao mesmo tempo em que duas garotas me amarravam ao paraquedas. O rapaz explicou repetidas vezes que eu deveria correr ao longo da areia enquanto não levantasse do chão.

– Tudo pronto?

O instrutor fez um sinal para o cara do barco. Meu coração disparou. Na verdade, não estava totalmente ciente do que estava acontecendo. Tudo aconteceu muito rápido e apenas consegui ver a corda que se esticava até… Ufa!! Levantei voo! Para não dizer que as explicações tinham sido inúteis, devo ter dado dois, no máximo, três passos e já estava nos ares. Eu estava voando!

Essa constatação era sensacional. Uuuuuuuuuuoooooooooooo!

Cara, eu estava voando… Pensei, mais uma vez, na chance que estava aproveitando naquele momento, vendo um pôr do sol belíssimo, no sul da França, sobrevoando o mar, numa altitude de… sei lá!… talvez de uns 50 metros. Que máximo!!!

Compartilhe: