O Templo de Salomão, um espaço mítico para a religião judaica

Por intermédio dos estudos que temos efetuado ao longo dos anos, pelo passado templário, assim como pela pesquisa efetuada para obra ensaística sobre a Maçonaria, o Templo de Salomão tem sido o local de destaque em quase todas as obras que consultamos. Efetivamente trata-se de um espaço mítico para a religião judaica e que, com o passar dos anos, tornou-se muito apelativo para a cristandade.

Basicamente, seria um templo de características monumentais, que teria sido construído por, aproximadamente, 200 mil pessoas, cada qual responsável pela
sua área, de onde destacaríamos 70 mil carregadores e 80 mil cortadores, de pedra.

A sua planta assemelhar-se-ia ao Tabernáculo e a crença é de que Salomão o mandou construir de modo que pudesse abrigar a Arca da Aliança (a qual, construída em madeira, continha a famosa Tábua dos Dez Mandamentos). Para tal, um espaço recôndito, conhecido por Santo dos Santos 18 metros de comprimento e nove de largura, foi desenhado e ai deveria repousar a mítica arca.

Uma hipotética ligação maçônica surge por intermédio da figura do rei Hirão, natural de Tiro, a quem Salomão encomendou a construção do templo, tornando-se, desse modo, um dos primeiros arquitetos (isto é, maçon) da história humana. Seja como for, o certo é que o destino dessa construção majestosa não foi o mais duradouro, posto que já em 586 a.C., Nabucodonosor da Babilônia decidiu saquear o seu interior. Mais tarde, no ano 70 da nossa era, os membros do Império Romano deram uma machadada final do monumento, destruindo-o quase por completo.

No momento em que os cavaleiros cruzados se deslocaram para Jerusalém, pouco restava do antigo Templo do sábio rei Salomáo, ainda que os Pobres Cavaleiros do Templo tenham estabelecido os seus membros iniciais nos antigos estábulos do local onde supõe-se que tivessem repousado os Dez Mandamentos entregues a Moisés.

Alguns afirmam que o atual Muro das Lamentações parte da estrutura do Templo de Salomão, ou pelo menos dos seus pátios. Seja, como for, o Muro das Lamentações é hoje um local sagrado e de oração para judeus – sobretudo judeus ortodoxos.

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